sábado, 16 de abril de 2011

Kara no Kyoukai - 7 filmes + OVA

Saudações!



No início deste ano (2011) foi lançado o epílogo-OVA de Kara no Kyoukai, encerrando assim os sete filmes começados em 2007 pela mesma empresa que fez o anime Tsukihime, a Type-moon. Com uma qualidade de animação e cores de dar inveja a muitas produções, tem um visual belíssimo que nos prende o tempo todo, mantendo o espectador fascinado com quase todos os quadros da tela. Tratando de uma premissa que tem se tornado comum nos animes que querem misturar sobrenatural com mistério, formam assim uma agência com os mocinhos à la Scooby Doo (vide Zombie Loan, Shinrei Tantei Yakumo...), comete os mesmos erros que todas as produções do gênero, como por exemplo: algum sociopata sem maiores motivações e unidimensional, escassez de explicações para o que estamos vendo na tela em função de tramas desnecessariamente complexas, pessoas comuns sendo envolvidas e as repercussões não terem as devidas proporções. Porém, apesar disso, Kara no Kyoukai se salva pela qualidade técnica, e pela dinâmica de seus personagens e o cuidado que eles recebem para serem devidamente desenvolvidos, assim ficamos íntimos deles e passamos a torcer genuinamente por cada um.




Mostrando os acontecimentos na ordem cronológica incorreta (ordem cronológica certa dos filmes: 2, 4, 3, 1, 5, 6 e 7), mas sem causar maiores confusões ao espectador, conseguimos nos situar no enredo e aos personagens devagar, mesmo porque temos muitos filmes pela frente. Então mesmo que no primeiro estejamos vendo algo que, cronologicamente, só deveríamos ver no 4º, não ficamos de todo confusos. Afinal, entendemos a agência em que Ryougi Shiki e Mikyia Kokutou trabalham, bem como a chefe deles, a feiticeira Aozaki Touko, o relacionamento destes personagens, as habilidades de cada um e atmosfera sobrenatural que nos acompanhará ao longo de todos os outros filmes.
Neste sentido, a paleta de cores acerta em cheio, focando no azul marinho e verde escuro, com noites chuvosas e dias em amarelo queimado e marrom, tornando a atmosfera sempre opressiva e triste. Fazendo até mesmo com que o corredor velho de um prédio abandonado não se diferencie muito do corredor do colégio dos protagonistas. E o cuidado com o ambiente é salientado não somente nas cores, mas na diversidade dos locais vistos ao longo dos filmes, como no contraste entre o apartamento vazio de Shiki (espelhando a personalidade melancólica de sua residente) e o escritório lotado de livros e televisores de Touko, que inclui até mesmo bilhetes colados nas paredes, preenchendo absolutamente toda tela em detalhes. 








Focado principalmente nos personagens de Shiki e Kokutou, a primeira tendo a habilidade de ver a morte com seus “Olhos Místicos” e uma faca capaz de destruir qualquer coisa, e o segundo sendo um novato na agência, com suas descobertas refletindo no espectador. A dinâmica entre os dois que parecem praticamente viverem juntos combina perfeitamente, ficando totalmente à vontade na presença um do outro, com discussões que lembram muito as de marido e mulher. E em uma conversa casual, quando ele compra sorvetes para a casa dela (viram só?), e a garota pergunta por que o sabor morango combina com ela, e ouve a resposta “Combina com a sua jaqueta vermelha”, temos aí um diálogo inocente e prosaico, mas que já serve para salientar o cuidado com que Kokutou zela por ela. Em contrapartida, Shiki não comia os sorvetes que o rapaz lhe trazia, mas assim que ele fica desacordado por alguns dias, ela passa a comer, em uma demonstração silenciosa de saudades e afeto.

Neste sentido, a animação é cuidadosa, mantendo a câmera totalmente estática por longos planos, como Shiki mexendo na geladeira ou sentada na cama esforçando-se para abrir um potinho de sorvete só com uma mão e comê-lo. Contribuindo mais ainda na naturalidade do que estamos vendo, os sons diegéticos da embalagem do pote, da tampa da garrafinha d’água, ou do barulho que a geladeira faz em determinado ponto da noite, fazendo com que sejamos realmente transportados para a rotina daqueles personagens.
Insistindo em deslocar Shiki sempre para os cantos da tela, causando inconscientemente uma inquietação no espectador de que há algo “deslocado” com a personagem, o que é um cuidado acertado e econômico sobre a garota. E quando finalmente vemos a “câmera” a focando no centro da tela pela primeira vez, está com seus Olhos Místicos acesos, não precisando mais estar deslocada para que percebamos que tem algo de diferente nela, numa excelente lógica visual.















Sem pressa para criar cenas de ação ou de mais mortes, Kara no Kyoukai sabe parar e se concentrar nos personagens. Não se importando até mesmo em investir alguns minutos simplesmente para Kokutou resmungar o tema de “Cantando na chuva” durante um temporal, enquanto sua amiga aos poucos começa a aproveitar aquilo. Um esforço econômico e criativo para ilustrar a proximidade que aqueles dois estão desenvolvendo.
E a insegurança e isolamento da personagem Shiki, que raramente sorri (a primeira vez que a vemos sorrindo em público é justamente na cantoria do amigo, mais um detalhe que ajuda a ver o crescimento entre eles), pode ser comprovada em maior grau quando Kokutou pergunta por que ela não foi na festa que ele a convidou, e esta inocentemente responde “Ah, então você estava falando sério?”. Neste sentido, outro cuidado do enredo que pode passar despercebido para o observador comum, é quando na primeira vez em que Kokutou fala com a segunda personalidade de Shiki, esta diz despreocupadamente que não se sente sozinha, pois tem a outra em sua mente. Um argumento que é desmentido somente no filme 4, quando Aozaki encontra Shiki pela primeira vez, no hospital, e diz para a personalidade costumeira (mais introvertida) que ela está sozinha, e pensando nisso mais tarde, a garota cai em lágrimas.
E quando a vemos no filme 5, desabafando com um completo estranho sobre a insatisfação que sente por pequenos atos de Kokutou, começamos a perceber o quanto ele cresceu para ela, e que suas reclamações são de pura saudade que sente pelo garoto ausente. Se aí ela já está começando a transbordar seus sentimentos sem nem perceber, mais bonito ainda é quando a vemos encabulada pedindo as chaves da casa do garoto, chegando a abafar o rosto no travesseiro para falar “Você tem a da minha casa. Não é justo assim”.

 








Entretanto, se por um lado a seqüência musical de Kokutou é um recurso criativo e agradável, o anime não se sai tão bem em outras tentativas. Como ao empregar um recurso bastante clichê, que é aquele em que envolve o casal principal passeando alegremente por diferentes locais, enquanto se aproximam gradativamente um do outro, ao som de uma música de fundo. E mesmo que sirva para ilustrar a segunda personalidade da Shiki (mais extrovertida e articulada), é uma montagem tão batida que soa preguiçosa.
E falando em segunda personalidade, a passividade com que o garoto ouve tal explicação da Shiki é absurda, como se ela estivesse dizendo algo extremamente casual (pelo menos eu não conheço muitas pessoas esquizofrênicas). Somando com isso ela dizer que sente vontade de matar alguém (inclusive ele)... Esse Kokutou, embora inquestionavelmente gentil, não é muito normal também. E o fato de não contar nada ao testemunhar um dos possíveis assassinatos em série da garota, principalmente se considerarmos que ele tem um parente relacionado à polícia, ou mesmo a falta de impulso em confrontar ela pessoalmente sobre o ocorrido, nos põe a julgar uma imensa falha no caráter dele.
“Talvez ele tenha visto seu vazio em minhas bonecas.”, diz a bruxa Aozaki Touko sobre o garoto, em uma psicologia barata, mas que não deixa de ser uma possível opção para os motivos que o levaram àquela realidade. De qualquer forma, o melhor diálogo da feiticeira sobre o jovem menino ainda é no filme 3, quando Kokutou, após ouvir as confissões de um estuprador, leva-o para a agência de trabalho para protegê-lo (juro!), e é recebido com um “Protegendo ele mesmo depois de ouvir toda sua história... Você realmente é um idiota”. Já estava achando que ninguém iria perceber.


Comprovando uma imensa habilidade em fazer seqüências de ação, o que faz com que mereça mais créditos ainda por abrir mão delas em prol de seus personagens, quando acontece, é muito mais eficiente do que várias lutas feitas em outros animes. Como diria o mestre Nobuhiro Watsuki (Samurai X, Buso Renkin...), a graça das lutas de espada está na limitação destas, que obriga os oponentes a uma luta corpo a corpo. Deste modo, animes que fazem espadas lançarem raios e poderes a distância, nunca tem uma boa seqüência de batalha com tais armas. Assim, Kara no Kyoukai pode se gabar de praticamente todas envolvendo uma arma branca, pois sempre fazem os lutadores se moverem ao mesmo tempo na tela, em coreografias que não são infestadas de cortes ou em que ficamos perdidos. Como por exemplo, o treinamento de Shiki em um dojo no filme 2, ou na brilhante luta de facas com o psicopata no filme 7. Até mesmo seqüências que não dependem somente de armas, como o primeiro confronto de Shiki no filme 1 em que parece lutar com alguém invisível, ou a ágil briga no corredor de um condomínio no filme 5, com inúmeros adversários.

Embalado por uma trilha sonora ora bela, ora empolgante, é discreta na medida certa, dando o clima certo ao que estamos vendo. Com uma violência gráfica cada vez mais comum nesse tipo de anime, não se importando em mostrar para o espectador todo tipo de membro sendo retorcido e decepado, sangue vermelho berrante jorrando, choros e gritos prolongados e agonizantes. Incluindo até mesmo um personagem segurando as tripas de um familiar no filme 5! Além de constantemente mergulhar os personagens nas sombras, tanto à noite quanto ao dia, estão sempre saindo do escuro ou andando por ele.



















              






                   
Com personagens secundários e terciários miseráveis e dignos de pena, sempre unidimensionais e desinteressantes, como a vilã do primeiro filme, Fujou Kirie. Com seus longos cabelos escuros tirados diretamente da Sadako de Ringu, voz fraca e sorrisos falsos que não condizem com suas frases raivosas e vazias; ou a psicopata do filme 3, Asagami Fujino, não mostrando maiores reações nem ao ser estuprada, e em meio ao seu genocídio conseguindo murmurar coisas como “Eu não tenho intenção de matar”. E, claro, “O mago, Araya Souren. Aquele que matará Shiki”, como ele mesmo se apresenta, com sua voz de Alucard parecendo um exterminador do futuro. Se salvando um pouco, embora não menos problemático que as outras, temos o jovem Enjou Tomoe, um garoto agitado e confuso, com reações normais como ao sentir-se desconfortável simplesmente por estar na casa de uma moça.
De todo modo, a secundária que realmente se destaca é a extrovertida irmã de Kokutou, Azaka. Dona de uma personalidade forte, com sentimentos amorosos profundos pelo irmão, ela é adotada e chegou a preferir crescer longe de Mikiya justamente para ele esquecer de seu parentesco, o que não deixa de ser comovente e trágico. Mesmo forte e ciumenta, é uma menina cativante e rouba praticamente todas as cenas em que aparece, mostrando-se uma adolescente normal e pura. E partindo desta premissa, no filme 6, o roteiro cria uma situação em que obriga Azaka e Shiki a trabalharem juntas, revelando uma inteligente criatividade.




Com um desfecho acertadamente focado no casal principal, o sétimo e último filme já inicia com Kokutou indo na casa de Shiki com um buquê de flores. Mostrando uma clara evolução no comportamento dos dois juntos em relação ao primeiro filme, com diversos exemplos como: quando Kokutou oferece uma bebida quente (antes era o sorvete) para Shiki, ainda que inicialmente ela recuse (antes ela dizia que não gostava de coisas geladas, dessa vez diz que não gosta de doces), logo em seguida muda de ideia e aceita, bebendo ao lado dele; ou então quando os vemos passeando na rua e a garota o segura pelo braço, como só conseguia fazer antes com sua segunda personalidade mais desinibida.
Contando com o vilão mais ameaçador de todos os filmes, embora ainda assim unidimensional, enfim acompanhamos claramente as motivações do inimigo e o impulso despertado em Shiki de lutar de verdade para proteger o amigo (amado). Mantendo-se fiel em suas decisões sangrentas, espere só até ver como Shiki faz para se soltar das algemas em que foi presa. Capaz até mesmo de derrubar os dois mocinhos, o vilão protagoniza a seqüência mais assustadora de todos os filmes, envolvendo Kokutou. Infelizmente, isso nos leva ao momento de cárcere do garoto, que com as duas mãos soltas... não faz absolutamente nada contra o seu agressor.
Apesar disso, com seus quinze minutos finais tocantes e comoventes, com flashbacks estratégicos em cores quentes que evocam as emoções do público. Encerrando assim essa longa jornada, com uma paleta de cores que promete alegria na vida dos protagonistas dali em diante, longe daquele mundo sombrio e chuvoso. Kara no Kyoukai não é perfeito, e às vezes se estende muito mais do que deveria, mas certamente foi bom enquanto durou.











OVA


A dinâmica entre Shiki e Kokutou sempre foi o ponto forte dos filmes, ora mostrando a personalidade mais desinibida, ora mostrando a mais tímida, embora ainda assim demonstrando um interesse encabulado pelo protagonista.
E temos aí o primeiro problema deste OVA, que embora seja vendido como meia hora do casal meigo, trai todas as expectativas ao nos apresentar a uma terceira personalidade (juro!) dentro da garota, que não se intitula nem como boa nem como má, ou seja, um vazio. E obviamente, isso se reflete na dinâmica do episódio, que se concentra no monólogo desta terceira Shiki, que parece adorar ouvir o som da própria voz. As palavras são igualmente vagas como ela se define ser, e é incrível que Kokutou agüente tanto tempo ouvindo aquilo. Aliás, de modo geral, a maioria dos animes que resolvem cair para a reflexão barata acabam com frases e perguntas soltas no ar que não fazem sentido nenhum (“O que é a personalidade?”, “O que é a mente?”... Ãn... Quê?).
 

Contudo, o cuidado impecável de arte se mantém digno dos filmes. Com uma paleta de cores frias e deprimentes, o cenário é de um amarelo pálido e sem vida, somado com o marrom do céu e das casas, fazendo com que até mesmo o kimono claro da Shiki se destaque. Incluindo também quadros que expressam o vazio dela com uma bela fotografia, esboçando através de enquadramentos abertos a personagem isolada e pequena. Entretanto, a franja do protagonista escondendo seu olho cego é um recurso não só feio, mas absurdo e desproporcional, usado geralmente em produções menores.
Com um problema óbvio de ritmo, a câmera nos primeiros dez minutos fica totalmente imóvel - um dos contras de se trabalhar com animação 2D (a preguiça de desenharem a “câmera” se movendo, que envolveria fazer os personagens em diferentes ângulos ao mesmo tempo, para dar a sensação de que existe a tal câmera). A partir daí, colocam os personagens para caminhar e investem nos cabelos se movendo continuamente, tudo para colocar um pouco de movimento na conversa, o que não deixa de ser um esforço razoável e necessário.
E a trilha sonora colocada com cuidado aqui e ali também merece créditos por sua descrição, sem cair para a dramatização banal,.

Em suma, Kokutou e Shiki mereciam um especial melhor, que fizesse jus a doçura do final do último filme. Infelizmente, isso não acontece, e Kara no Kyoukai sairia ganhando mais sem este OVA. E nós também.












Já conferiu a promoção que estou fazendo aqui no blog da Cidade das Trevas? Confira e participe! :)

(Para mais dos meus textos, é só ir no menu 'Crítico Nippon', ao lado direito da tela.)

29 comentários :

M.A.C. disse...

Já estava em meus planos, de próximos animes, baixar Kara no Kyoukai. Agora com esse texto e comentários maravilhosos eu vou baixa-lo imediatamente.
Eu tenho um fascínio por psicopatas e serial killers e essa saga de filmes me chamou muito a atenção.
Esse post complementou minha vontade de assistir.

Vent disse...

Tenho Kara no Kyoukai aqui baixado mais ainda não peguei pra ver com esse texto eu vo ver se pego pra ver depois que eu terminar de ver eureka seven e katanagatari.

Off-topic:Eu tava planejando comprar Ga-rei mesmo com sua analise mas surgiu outro manga que me deu interesse chamado Dorothea da Panini agora estou na duvida de qual devo comprar?Qual vcs acham que eu devia comprar?Gostaria da opinião de vcs principalmente de quem ja leu esses mangas.

Pedro S. Ekman disse...

Acho que você confundiu, foi a Beta que falou sobre Ga-rei, não eu =p

Ventws disse...

Sorry me confundi mesmo kkkkkk mas de todo geito qual manga vcs me indicam.

Moranguinha disse...

Eu já tinha ouvido falar mas nunca me chamou atenção, mas gostei do seu post e graças a ele vou baixar e assistir. Como sempre, todos voces estão de parabens.

Roberta Caroline disse...

@Vent : Eu recomendo o mangá e sinceramente ele me parece muito mais interessante que Ga-Rei. Eu vou comprar e ler poisé um temam que eu adoro, se possível, ainda gostaria de fazer uma resenha sobore...enfim, tem uma feita nesse blog aqui que ficou excelente http://panini-fa.blogspot.com/2011/04/resenha-dorothea-caca-as-bruxas.html



De volta a programação normal...comentem o ótimo post do Pedro ^_^

Panina disse...

Essa série é a maior lombra já animada.

Anônimo disse...

onde acho esses ovas em boa qualidade?

Iilia disse...

Reviews of Congratulations

Chorei com o epilogue of Kara no Kyokai. E eu achando que nada poderia ser melhor que o final do Sétimo filme.

Em construção disse...

Olá entrei nesse site ao acaso. Estava sim interessado em um anime, mas... hahahaha
Bom, não sou um fã comum, apenas aprecio animes pq geralmente eles me remetem para uma época em que eu não tinha como ve-los, dai esta fascinação. Ñ sou de assistir qualquer um, ñ q eu seja conhecedor na área ou coisa assim, apenas pq gosto desses de fantasia com um enredo sério tipo FATE STAY NIGHT entre outros, sem aqueles personagens bobos. Enfim gostaria de dizer q esse txt me estimulou muito parabéns, ele é bem estruturado, com uma boa linguagem, atento aos detalhes da obra, resumindo completo como uma verdadeira crítica. Fiz o DOWNLOAD, já vi o primeiro gostei! estou pegando os outros.
Obrigado.

Pedro S. Ekman disse...

Obrigado, pessoal, o feedback de vcs é muito importante :)
A crítica serve pra isso: gerar discussões.

Borbs disse...

Amigo, incrível sua análise, me deixou aqui com vontade de assistir. Depois que eu ver tudo, eu volto aqui pra dizer o que achei.

julio pq disse...

Tem muitos spoilers Pedro? Estou com esse anime na lista faz um tempo e queria dar uma lida e talvez assim, tome vergonha e assista longa. Mas se tiver muitos spoilers, prefiro deixar pra ler futuramente.

Pedro S. Ekman disse...

Muitos spoilers? Não, creio que não.

Se sentir que estou equivocado, me corrija para futuras vezes lhe dar informação correta a esta pergunta =P

Carlos Cortez disse...

Nossa, li brevemente muito do que voce escreveu, e achei muito interessante muitas coisas que voce fala sobre diversos animes, e eu estive buscando novos animes para assistir (hoje assisti Elfen lied completo, um bom gasto da madrugada xD)

queria até perguntar se voce nao poderia se propor a criar uma pequena lista dos seus tops pra ver se me inspirava xD

Pedro S. Ekman disse...

Obrigado, Carlos :)

Sobre a lista...
É complicado, visto que constantemente surgem coisas novas. Talvez tenha lido meu post sobre Shiki, lançado recém no final do ano passado, e com certeza tornou-se um dos meus favoritos de todos os tempos. Mas isso aconteceu somente... no final de 2010, há pouquíssimo tempo! Então seria uma lista sempre incompleta. Sem contar aqueles que tem somente versão mangá... ou que até tem anime, mas a versão mangá é bem melhor... seria muito difícil categorizar com todos esses poréns e restrições.

Aconselho prestar atenção nos animes/mangás citados vagamente durante alguns dos meus posts, sempre há citações... E se for um elogio, não hesite em ir atrás, pois não o coloquei a toa.

Abraço

Carlos Cortez disse...

Os animes que eu mais gostei, eu achei por acaso, entre eles: Rurouni kenshin (meu numero 1 sem duvida, engloba tudo que eu amo lol), ranma nibun no ichi (a historia é longa, só acaba no manga, mas valeu apena os 33gb de download pra baixar a série toda), death note (esse um amigo me recomendou ha um bom tempo atras, e só este ano eu fui ver e nao me arrependi) e por ultimo mas não menos merecedor, o proprio elfen lied (eu nao sei te dizer como surgiu na minha mente, mas surgiu e eu acabei pesquisando, achei, baixei por curiosidade e parece que deu muito certo)

Mas quando me refiro à lista, nao digo algo necessariamente com um rank (no caso o top 10), ele nao precisa necessariamente representar o grande numero 1 do coração até o numero 10 quase esquecido xD ele pode representar os 10 favoritos, sem necessariamente endeusar um deles. Mas mesmo assim, vou fazer o que voce disse e darei uma olhada nesses que voce cita ^^

Quanto à minha preferencia, seria anime mesmo sabe... eu até gosto de ler mas, eu vejo certas coisas no anime que eu acho que nao daria pra ver no manga, e são coisas as quais eu julgo importante pra beleza da historia (vice-versa também, claro, existem coisas no manga que nao da pra voce transportar pro anime)

Abraços e continue o bom trabalho xP

Carlos Cortez disse...

Os animes que eu mais gostei, eu achei por acaso, entre eles: Rurouni kenshin (meu numero 1 sem duvida, engloba tudo que eu amo lol), ranma nibun no ichi (a historia é longa, só acaba no manga, mas valeu apena os 33gb de download pra baixar a série toda), death note (esse um amigo me recomendou ha um bom tempo atras, e só este ano eu fui ver e nao me arrependi) e por ultimo mas não menos merecedor, o proprio elfen lied (eu nao sei te dizer como surgiu na minha mente, mas surgiu e eu acabei pesquisando, achei, baixei por curiosidade e parece que deu muito certo)

Mas quando me refiro à lista, nao digo algo necessariamente com um rank (no caso o top 10), ele nao precisa necessariamente representar o grande numero 1 do coração até o numero 10 quase esquecido xD ele pode representar os 10 favoritos, sem necessariamente endeusar um deles. Mas mesmo assim, vou fazer o que voce disse e darei uma olhada nesses que voce cita ^^

Quanto à minha preferencia, seria anime mesmo sabe... eu até gosto de ler mas, eu vejo certas coisas no anime que eu acho que nao daria pra ver no manga, e são coisas as quais eu julgo importante pra beleza da historia (vice-versa também, claro, existem coisas no manga que nao da pra voce transportar pro anime)

Abraços e continue o bom trabalho xP

Pedro S. Ekman disse...

Obrigado, Carlos :)

Sobre a lista...
É complicado, visto que constantemente surgem coisas novas. Talvez tenha lido meu post sobre Shiki, lançado recém no final do ano passado, e com certeza tornou-se um dos meus favoritos de todos os tempos. Mas isso aconteceu somente... no final de 2010, há pouquíssimo tempo! Então seria uma lista sempre incompleta. Sem contar aqueles que tem somente versão mangá... ou que até tem anime, mas a versão mangá é bem melhor... seria muito difícil categorizar com todos esses poréns e restrições.

Aconselho prestar atenção nos animes/mangás citados vagamente durante alguns dos meus posts, sempre há citações... E se for um elogio, não hesite em ir atrás, pois não o coloquei a toa.

Abraço

Trunks_Elk disse...

Parabéns pelo post!
Kara no Kyoukai é perfeito. E eu destacaria ainda mais a trilha sonora, Yuki Kajiura como sempre fez um trabalho impecável. Paradox, if i cry, snow is falling e paradigm são indescritíveis. <3

Mas só tenho que discordar sobre o OVA, gostei demais dele. Achei o monólogo tudo a ver com a série.
Gostaria muito de ler as novels, aliás...

julio pq disse...

Mesmo não concordando com algumas colocações suas, como por exemplo sobre a garota que foi estuprada. No inicio eu também fiquei me perguntando o motivo dela ser daquele jeito, mas conforme o filme passa, a explicação ao meu ver é bem plausível e reflete a personalidade dela e o fardo que tem que carregar. Depois, sobre os personagens de fundo, achei eles bem interessantes, principalmente a feiticeira lá que merecia ser melhor explorada. Aquele vilão lá que envolve a Shiki no prédio é muito previsível e chato. Posso te dizer que foram os minutos mais bem gastos nos últimos dias, sua crítica sobre Kara no Kyoukai está perfeita. Não sei se deixaria alguém que ainda não assistiu com vontade de ver os filmes, mas pra quem já assistiu, ler esse post é uma experiência maravilhosa, pois você descreve algumas cenas com riqueza de detalhes. Também não gostei do ova e acho que poderia ter sido melhor aproveitado, mas a qualidade técnica é incrível.
Muito obrigado por dedicar seu tempo a descrever para nós essa magnífica série de filmes, que mesmo com seus clichês e falhas, valeu a pena assistir.

Sobre a pergunta, não acho que esteja com spoilers não.

E você não se enganou ao dizer que a irmão do Kakutou escolheu ir para o colégio para ficar longe dele? O que eu entendi, é que ela foi colocada lá pela família e assim manter os dois separados, para que não se envolvessem e não se esquecessem que são irmãos.

Trunks_Elk disse...

Parabéns pelo post!
Kara no Kyoukai é perfeito. E eu destacaria ainda mais a trilha sonora, Yuki Kajiura como sempre fez um trabalho impecável. Paradox, if i cry, snow is falling e paradigm são indescritíveis. <3

Mas só tenho que discordar sobre o OVA, gostei demais dele. Achei o monólogo tudo a ver com a série.
Gostaria muito de ler as novels, aliás...

M.A.C. (Maik Alves) disse...

Eu gostaria de pedir ajuda de alguém !!!
Eu gostaria que alguém me indicasse algum site para que eu pudesse baixar o epílogo de Kara no Kyoukai.
Eu baixei um mas a legenda não estava acompanhando o áudio e eu não consegui encontrar outro bom até agora.
Se alguém puder me ajudar com isso eu ficaria realmente muito grato.
Pedro S. Ekman, se você puder me ajudar eu te agradeço muito !!!

Roberta Caroline disse...

Oi MAC, por onde você baixou? Olha aqui um link válido: http://asianspace.blogspot.com/2011/03/kara-no-kyoukai-epilogue-2011.html

M.A.C. (Maik Alves) disse...

Muito obrigado pelo link Roberta-chan.
Você baixou o seu arquivo desse mesmo site que você me indicou ??? Se sim eu gostaria de saber como esta a legenda pois eu acho que esta que você me indicou está do mesmo jeito que no arquivo que baixei anteriormente.
A legenda estava muito adiantada em relação ao diálogo dos personagens.
O único problema que encontrei foi a legenda.
Se puder responder ficaria muito grato !!!

Roberta Caroline disse...

Sim, no meu rodou perfeitamente. Talvez, seja um problema de codecs ai...

M.A.C. (Maik Alves) disse...

Os meus codecs estão todos atualizados Roberta-chan.
Vou baixar esse que você me indicou e ver como está.
Mas agradeço muito.
Como sempre você é incrível !!!
Valeu !!!

Anônimo disse...

Conheci o site a pouco tempo (atraves de procura sobre analises de Steins Gate) e acabei sendo surpreendido por essa agradável analise de Kara no Kyoukai. Parabens pelo texto, acredito que deve ter dado muito trabalho em fazer essa analise. Gostaria de expressar alguns pontos que me fizeram refletir ao ler sua analise. Particularmente eu considero essa obra no meu "ranking 10" partindo da ideia que não existe série sem "falhas". Sempre haverá um ponto ou outro ponto que não agradará a todos, e nessa especifica acredito que os vilões de Kara no Kyoukai (na realidade não vi necessidade de desenvolvêlos, para mim eles eram simples marionetes do Araya Souren, embora eu acho que somente a vilã do 1º filme é que não teve umas explicações melhores sobre suas atitudes, acho eles só serviram para desenvolver o casal Shiki e Kokuto, a exceção Araya Souren esse concordo com você, realmente merecia ser melhor trabalhado ao longo dos filmes) e alguns dialogos sobre existência, personalidade, paradoxo e outras "viagens" não comprometem a obra como um todo (particularmente achei essa obra muita complexa, já assisti ela 3 vezes e tenho certeza que não entedi tudo ainda). Acho que realmente a qualidade gráfica (cenario, traçados dos personagens, lutas, etc) e a trilha sonora são excelentes. O epilogo eu gostei dele, é claro que quando a 1º vez que vi eu tive que soltar um PQP porque não é possivel que Shiki tinha uma 3º personalidade (pensei comigo agora não entendi mais nada kkkk) mas ao final, fiquei com aquela sensação de tinha que ser assim mesmo o final deles, eles são um casal que não tinha abraços, declarações, beijos etc (quem não viu a série vai até duvidar se realmente era um casal kkkkk) eles foram juntando as "escovas de dente" através do olhar e do dialogo (não que ache isso ruim, muito pelo contrario, combinou com aquela aura meloncolica do anime) e o dialgo de 30min que se desenvolve é o retrato da série, quando o "pau não tá comendo" você tem que usar um "opio" e fritar seu neuronios para entender as metaforas soltas no anime, no geral achei muito bom o epilogo Se tivesse que definir Kara no Kyoukai em uma palavra, diria simplesmente: espetacular!

Pedro S. Ekman disse...

Obrigado pelos elogios :)

Com relação a falta de contato físico... no Japão é normal. Eles não podem, por exemplo, sequer namorarem em um lugar público como um shopping.
Já ouvi cada história de amigos...

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