segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

A Tartaruga Vermelha (2016)

Saudações do Crítico Nippon!


A Tartaruga Vermelha, aparentemente, traz o clássico embate do Homem vs Natureza, mas com o encantamento de uma animação coproduzida pelo Studio Ghibli e auxiliada por Isao Takahata, diretor do fenomenal O Conto da Princesa Kaguya. Desprovido de qualquer diálogo, é um filme intenso e mágico, puramente visual e sensorial. As imagens e os sons contam tudo que precisamos saber, afinal, essa é a função do audiovisual. Aliás, esse estilo me lembrou bastante a recente obra-prima nacional O Menino e o Mundo.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Ctrl+Retrato: Fabula Moderna de um Japão Antigo

Otbel é um sujeito astuto pra caramba, e como bom empreendedor que é não alcançou as posições mais altas sendo um cara absolutamente justo. Neste trecho da brilhante obra de Kenji Miyazaki, Viagem Noturna do Trem da Via-Láctea, observamos um pouco da aguda carpintaria lírica do escritor em traçar alegoricamente fabulas que dialogam sobre a frágil condição humana, sob de um olhar de acidez crítica e bom humor, que invariavelmente culminam em tons melancólicos e taciturnos, como não poderia deixar de ser quando se trata de falar da natureza humana.  

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Yuri on Ice (2016)

Saudações do Crítico Nippon!

Ao lado de Re: Zero, Yuri on Ice foi um dos gigantes do ano passado em termos de público (embora houvesse outros infinitamente melhores em qualidade, como Joker Game, Durarara Ketsu, Koutetsujou no Kabaneri). Porém, se no meu texto de Re: Zero comecei salientando que era fácil entender o seu sucesso, Yuri on Ice é absolutamente incompreensível.


quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Melhores de 2016


Saudações do Crítico Nippon!

Filmes, documentários, séries, animes, mangás...

domingo, 8 de janeiro de 2017

Re:Zero Kara Hajimeru Isekai Seikatsu (2016)

Saudações do Crítico Nippon!

É fácil entender o sucesso de Re: Zero. Contando com um protagonista comum transportado a um mundo fantástico, possui lutas eficientes, personagens inteligentes, mistérios envolventes e certa frequência de reviravoltas. Acrescente a fórmula de All You Need Is Kill, em que o protagonista morre e revive em determinado ponto do vídeo-game, digo, do anime, e é possível fazer um banho de sangue e situações desesperadoras com o herói. Porém, mais do que isso. Re: Zero subverte inúmeras das nossas expectativas iniciais e parece se divertir imensamente com isso.

(discutirei pontos específicos da trama então, hum, spoilers)

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Shisha no Teikoku (The Empire of Corpses)

Saudações do Crítico Nippon!


Adaptado da obra sci-fi do Project Itoh (Satoshi Ito) (Beta Roberta escreveu sobre o Harmony), Shisha no Teikoku ganha vida pela equipe do cada vez mais impressionante Wit Studio (Shingeki, Kabaneri). O filme conta com diversos personagens do imaginário da Era Vitoriana (Dr. John Watson, Victor Frankenstein, Irene Adler, Sherlock, Karamazov) entre outros reais (Thomas Edison) em uma narrativa que ora soa como um ótimo thriller de espionagem, ora como um inusitado road movie e ora como a mais absoluta bagunça e falta de nexo. 

sábado, 31 de dezembro de 2016

Kit de Sobrevivência 2017

Depois de uma bagunça louca, a casa toda do avesso e tudo fora dos eixos, é hora de respirar, parar, analisar e colocar as coisas no lugar. 2016 foi aquela onda que veio pequenininha onde damos pulinhos e ficou gigantesca de uma hora pra outra. Fale mal, fale bem, é um ano pra ficar na memória, e certamente foi o meu ano; como aquele capítulo seminal onde o autor nos surpreende e o enredo toma proporções extraordinárias.