segunda-feira, 27 de julho de 2015

sábado, 11 de julho de 2015

O Reino dos Sonhos e da Loucura

Saudações do Crítico Nippon!

Em certo momento de O Reino dos Sonhos e da Loucura, Hayao Miyazaki se pergunta “Como posso, aos 70 anos, ainda estar desenhando?”. Muitos minutos de filme depois (e meses de vida real), terminando um dia exaustivo de trabalho, sai de lá sozinho à noite resmungando quase que para si mesmo: “Amanhã vou desenhar melhor [que hoje]’”. E é fascinante notar o incontido perfeccionismo desse famoso artista, um dos cabeças do Studio Ghibli, que em pleno século XXI (ele parece amaldiçoar esses tempos) continua criando filmes desenhados quadro a quadro. E esse é só um dos inúmeros aspectos que esse maravilhoso documentário aborda. 

Aliás, se em minha crítica de The King of Pigs confessei que meu país cinematográfico favorito era a Coréia do Sul, finalmente encontrei a oportunidade perfeita para revelar o meu gênero favorito, mundialmente falando: documentários. E se você tem em mente que esse gênero é o mesmo que aquelas matérias do Discovery Channel, não poderia estar mais enganado. Aliás, os artistas retratados nesse doc sobre o Studio Ghibli, seu perfeccionismo ao ponto de torná-los arrogantes embora não menos belos, não são tão diferentes de outros retratados nos absolutamente fenomenais: Jodorowky’s Dune; ou o vencedor ao Oscar, Man on Wire; ou os magos de The King of Kong, os feiticeiros de Koran by Heart (crianças que decoram o Alcorão inteiro. Aham.) ou os bruxos de Wordplay; e me arrisco incluir até O Homem Urso do mestre Herzog.