sexta-feira, 11 de março de 2011

Saga do Freeza - a melhor

Saudações!

     
Talvez eu nunca consiga escrever um artigo realmente digno sobre a grandiosidade da obra-prima de Akira Toryama. E o próprio conceito “obra-prima” é geralmente banalizado pelo seu uso, embora não neste caso. Para algum tipo de arte ser considerado isso, ela precisa sobreviver ao tempo e ainda assim causar o mesmo impacto sobre as novas gerações. Podemos pegar como exemplo o quadro da Mona Lisa, que sobreviveu ao longo dos séculos, quando tantos outros se perderam por aí. Ou seja, a Mona Lisa é uma obra-prima.
E Dragon Ball Z também.
Com seus personagens sendo imediatamente tratados como ícones, bastando observar os diversos itens com nomes dos personagens (bonés, camisetas, casas...). Goku e seus amigos nunca usaram as esferas para conseguir a imortalidade, mas sem dúvida alguma, são imortais para o mundo dos animes. Os guerreiros Z fazem tudo que as criações de outros autores gostariam de fazer: lutam, lançam poderes extremamente grandiosos, voam, é futurista e antigo ao mesmo tempo, tem torneios, tem magia, personagens se transformam para ficarem mais fortes, há espaço para romance, lendas, mundo dos mortos... Enfim, são tantos itens reunidos em uma só obra, que seria muito difícil não ter se tornado inesquecível e o mangá mais vendido de todos os tempos – ultrapassado há pouquíssimo tempo apenas por One Piece.
                 
Entretanto, isso tudo não bastaria se não fossem pelos personagens maravilhosos compostos pelo mestre Akira: Kuririn, Gohan, Piccolo, Vegeta, Trunks, Goten, Bulma, Videl, Yamcha, Tenshinhan, Mestre Kame, Senhor Kaio, Mr. Satan, andróides, e tantos outros... Todos são diferentes entre si, mas todos, de alguma forma, conquistaram nosso carinho.
E, obviamente, ainda não inventaram um protagonista mais carismático e bondoso que Son Goku. E é interessante observar porque ele funciona tão maravilhosamente bem – diferente de coisas como o Seiya, de um outro anime. Os espectadores adoram uma pintada de sangue frio e seriedade, e ao tornar-se Super Saiyajin, é exatamente isso que desperta em Goku. Diferente de, por exemplo, Yoh Asakura, de Shaman King (meu segundo protagonista favorito), que apesar de ter um caráter admirável, é totalmente contrário às lutas. Ainda que a paixão de Goku por batalhas sempre estivesse presente no personagem, mas de uma forma inocente e que remete ao básico das Artes Marciais: o prazer e a vontade de simplesmente lutar com alguém em igualdade ou superior. Fazendo Goku extremamente puro (não é a toa que ele sobe na Nuvem Voadora), engraçado e bom-moço, ele não tem mania alguma que possa torná-lo irritante – sua mania é comer bastante, algo sempre presente nos animes. Mesmo sendo o personagem mais forte do anime, isso não é desculpa para não temermos por sua vida, afinal, ele é aquele que mais morreu em toda a série. E como se não bastasse tudo isso, está sempre tentando salvar a Terra e nunca matou seus inimigos a sangue frio.
Já pararam pra pensar que o Majin Boo foi o único que ele realmente eliminou com suas próprias mãos? Não é a toa que Akira guardou essa atitude para a última saga.

Dessa forma, me arrisquei a escrever sobre aquela que para a maioria – isso me inclui – é a melhor saga de todo o anime, por mais difícil que seja escolher só uma.
Dividirei o artigo em 3 partes (início, meio e final), para poder abranger de forma mais organizada está longa saga. O Início falará das partes antes da chegada de Goku a Namekusei, acompanhando Bulma, Kuririn e Gohan. O Meio será daí até o momento em que Goku sai da cápsula de recuperação na nave de Freeza. E o Final, claro, abrangendo a épica luta do Super Saiyajin contra o Imperador do Mal.

(Lembrando que todas as imagens podem ser ampliadas clicando nelas.)



Freeza – início


Começando de forma totalmente orgânica e lógica aos acontecimentos da saga anterior: Picollo fora assassinado por Nappa, e como sua vida está ligada à de Kami-sama (e vice versa), este acabou morrendo também. Consequentemente, as esferas do dragão da Terra deixaram de existir. É então que os heróis que sobraram (Goku estava muito ferido para viajar devido à luta contra Vegeta) decidem ir ao planeta natal de Kami-sama, em busca de outras esferas do dragão. Deste modo, poderiam ressuscitar todos os mortos pelos Saiyajins e, claro, fazer voltar as esferas da Terra.

E definitivamente Akira não foi pelo caminho mais fácil, e fez questão de mostrar que havia várias opções para isso e que ele abriu mão destas. Primeiro, fazendo a tecnologia da Terra não ser suficiente para chegar até Namekusei, sendo assim, havia a esperança de usarem as naves de Vegeta ou Nappa ou Raditz. Entretanto, Gohan havia destruído a deste último, e Vegeta fora embora com a sua. Sobrara então a de Nappa, que Bulma destrói acidentalmente com um controle remoto, pois esta já estava capturada pelas Forças Armadas, o exército.
Então eles são obrigados a irem atrás da nave que trouxe o próprio Kami-sama ao planeta Terra, vários anos atrás. Uma nave que funciona somente com a língua nativa dele. E achá-la já foi um ótimo começo para a Corporação Cápsula, que pôde concertá-la e, graças à ajuda do Sr. Popo, configurar os comandos de voz para a língua terráquea.












E para aqueles que dizem que Dragon Ball Z é lotado de fillers, retruco dizendo que entre a saída deles da Terra até Namekusei, demora cinco episódios. Algo extremamente curto se considerarmos que diversos outros animes chegam a ter temporadas inteiras desnecessária. Sim, pois os fillers de Bulma, Kuririn e Gohan, de certa forma, são bastante coerentes, afinal, eles estão fazendo uma imensa viagem no espaço (e lembre-se que a distância era tão grande, que nem mesmo a Corporação Cápsula era capaz de criar tamanha tecnologia!). Então seria, no mínimo, um desperdício não tentarem colocar alguns obstáculos durante o percurso.

E basta chegarem até Namekusei para que as peças comecem a se mover, e que tenhamos uma noção do perigo em que os protagonistas se envolveram. Saindo de sua espaçonave, já avistam a nave esférica de Vegeta pousando alguns kilometros adiante, bem como a sensação de um outro imenso Ki, cujo dono chama-se Freeza. E ao vermos o vilão pela primeira vez, está cercado de servos e já com a posse de quatro esferas do dragão. Tinha como ser pior? E Akira Toryama, claro, os prende ao planeta fazendo alguns servos do Imperador do Mal destruírem a nave em que os heróis vieram.



A quarta esfera não aparece na imagem.

Criando expectativas no público através de diversos itens que serão úteis e desenvolvidos ao longo da saga, como ao mostrarem os soldados de Freeza (e o próprio também) não se preocupando com a presença de Vegeta no planeta – e alguns episódios atrás, ele era o inimigo mais forte que conhecíamos; bem como a idéia dos Saiyajins aumentarem seu poder ao se recuperarem de uma batalha mortal; e a habilidade dos heróis em camuflar o seu Ki, algo exclusivo deles – mais tarde, dominado por Vegeta, que havia se dado conta disso na luta anterior deles (falarei mais sobre o Príncipe dos Saiyajins na segunda parte do texto); e o poder oculto de Gohan ao ficar nervoso, que já havíamos tido algumas pistas no início do anime.
Recheando os episódios com diversos movimentos dos vários grupos de personagens envolvidos: Freeza e seus soldados correndo atrás das esferas de aldeia em aldeia; Kuririn e Gohan fazendo a busca através do radar do dragão de Bulma, e espreitando seus inimigos de longe; Goku se recuperando e indo em direção a Namekusei (como todo bom cientista, o pai de Bulma aprendeu a fazer uma tecnologia melhor, após analisar a de Kami-sama) ao mesmo tempo em que treina em uma gravidade muito maior que a da Terra; Yamcha, Chaos, Tenshinhan e Piccolo (que terá um papel mais importante ao final da saga) treinando com o Sr. Kaio. Enfim, todos têm um papel a desenvolver para que a história prospere.





















Outro ponto interessante são as diversas estratégias para manter a história fluída e imprevisível. Por exemplo, a idéia de certo Namekuseijin em destruir todos os rastreadores de Freeza é brilhante, e faz com que as coisas fiquem bem mais difíceis para os vilões (ao mesmo tempo em que os leva a convocarem as Tropas Ginyuu para trazerem mais aparelhos, tornando as coisas piores para os heróis). E o golpe Taiyoken do Kuririn, que deixa o adversário cego momentaneamente, e que poderia ser fartamente usado, é posto em prática apenas uma vez enquanto tentavam fugir de Dodoria, e outra vez somente na batalha final contra o próprio Freeza. Burrice do Akira Toryama? Claro que não, se Kuririn ficasse fazendo isso o tempo todo, com qualquer adversário, seria uma imensa preguiça mentalmente do autor.

E a tensão dos episódios num planeta em que seus inimigos podem descobrir sua localização através de seu Ki, não funcionaria tão bem se não acreditássemos na força do vilão. E Akira deixa várias pistas que faz o público temer o Imperador do Mal. Primeiro, como já dito, sua total falta de preocupação em relação ao Vegeta, e ainda descobrimos que este era um subordinado de Freeza no passado. Somando isso, os desesperados alertas do Sr. Kaio, mandando todos ficarem longe dele. E ao longo da saga, constar o terrível poder de Zarbon e das Tropas Ginyuu, sabendo que Freeza comanda e é temido por todos eles. Entretanto, um rápido diálogo dele no início da saga, diz que para obter todas as esferas de forma justa, é preciso passar por alguns testes dos anciãos e então obter a aprovação destes. “Eu queria fazer exatamente do modo como vocês mandam, mas desde o começo me recusaram as esferas.”, diz Freeza cordialmente, fazendo com que eu pensasse “Hein, até que ele é um camarada razoável.” E diferente de coisas como o Itachi, do famoso anime Naruto, que é temido por todos, mas na hora da briga não faz nada, Freeza é bastante convincente lutando e as expectativas que tínhamos são supridas – mas falarei melhor disso ao final do texto. E o contido e nervoso receio dele toda vez que ouve falar em uma lenda de um “Super Saiyajin” o torna mais real e plausível, dando-lhe sentimentos que o faz fugir de um estereótipo que não tem medo de nada no universo.




Freeza – Meio


Por mais que Goku vire o lendário Super Saiyajin, é Vegeta quem mais se transforma aos nossos olhos. E caso não houvesse a famosa transformação no final, não há dúvidas de que o Príncipe dos Saiyajins acabaria ofuscando seu rival.
E que anti-herói fabuloso Vegeta se torna!
Mostrando-se o mais inteligente de todos os personagens, acabamos temendo mais as atitudes de Vegeta do que do próprio Freeza. Extremamente instável e sempre prestes a trair qualquer um que tenha lhe ajudado, ele é um perigo orgulhoso ou não: quando está ciente que é mais forte que o adversário, é o sangue frio que conhecemos; quando está ciente que é inferior, trata de usar o raciocínio rápido. Desde esconder uma das esferas do dragão em um lago para que os inimigos não sejam capazes de reunir todas, até quando finalmente consegue reunir seis esferas, e voa por aí carregando sempre uma consigo (assim, mesmo que alguém ache as outras cinco, ficará faltando duas). E o modo como consegue roubar todas as esferas que Freeza reuniu é absolutamente sensacional, e não revelarei aqui.

Começando a saga com ar de vilão, o qual devemos ficar o mais longe possível, gradualmente somos levados a torcer por este personagem. Afinal, embora seu desejo às esferas do dragão seja o mesmo de Freeza – a imortalidade – o principal inimigo de todos ali não é ele. E sentimos um alívio em cada soldado de Freeza que ele elimina, chegando a poupar Kuririn e Gohan simplesmente por “estar de bom humor” – e claro, achá-los insignificantes demais, e por sua pressa em fazer logo o pedido para as esferas – e até mesmo salvá-los mais de uma vez, sempre repetindo que “não tinha intenção de salvar”. E mesmo que pareça uma declaração clichê de anti-herói, no caso dele é impossível ter certeza. Não se importando com ninguém, sua aliança com os heróis é simplesmente por ser conveniente para ele, como para derrotar as Tropas Ginyuu e Freeza. Inclusive ouvimos seu pensamento dizer que pretende matar todos ao final – aliás, ouvimos isso diversas vezes, sempre que ele se une com alguém em função de sua própria fraqueza. Vegeta também não se importa em parecer covarde desde que haja um plano por trás, como ao deixar Goku sozinho contra o capitão Ginyuu, aproveitando a deixa para correr até as esferas do dragão depois de perdê-las (visto que todos os outros inimigos estavam mortos, e Freeza estava com o Patriarca, bem longe delas). Ou mesmo quando é pura covardia e tenta uma fuga frustrada na luta final contra Freeza.





















E justamente por Vegeta exercer um receio no público inicialmente maior que Freeza, é que suas reações são levadas em conta por nós com muita seriedade. Dessa forma, quando o vemos tomar a decisão de se unir com os terráqueos, de uma hora para outra, para enfrentar as Tropas Ginyuu, mesmo depois de já ter aumentado seu poder e derrotado Zarbon, é realmente preocupante. E a seqüência em que Vegeta está desesperado tentando deixar as esferas longe dos adversários é uma das mais tensas, afinal, ele chega a atirar uma esfera longe e – vejam só – ordenar que Kuririn destrua outra delas. O que, claro, os inimigos não deixam acontecer, dando pistas de suas terríveis habilidades. E a diferença no modo de lutar de Kuririn e Gohan para Vegeta, é extremamente nítida, e merece créditos por essa atenção. Podemos notar isso tanto na primeira luta com as Tropas Ginyuu, quanto na hora em que estão terminando a luta com o Capitão ao lado da nave de Freeza. Em ambos os momentos, o Príncipe dos Saiyajins mostra-se extremamente violento e sem parar um minuto, com golpes velozes e extravagantes; enquanto os garotos trabalham em equipe com movimentos mais leves e fluídos, sem causar tantas explosões.

E uma das grandes perdas do novo Dragon Ball Kai, sem dúvida alguma, é a trilha sonora. Dragon Ball Z tem cerca de quatro CDs de Original Soundtrack (OST), sem que nenhuma delas queira chamar atenção sozinha, mas sim em conjunto com o que está acontecendo na tela. O som ambiental de Namekusei é perfeito, bem como os diversos temas de batalhas, que são tão orgânicos e naturais ao que está acontecendo, que você sequer pára pra pensar “olha só, está tocando música de fundo”. No fim, as que mais chamam atenção para si, é aquela que toca quando vemos Goku preparando-se para ir em algum campo de batalha (quando chega em Namekusei e quando se recupera na nave de Freeza) e outra é a única que parece ter um coro de vozes, como na morte de certo personagem ao final. E é muito triste a lamentável rever estas cenas no Kai, sem essas trilhas tão grandiosas, que faziam tudo imensamente mais emocionante.





















Interessante notar também como todas as aparições de Goku trazem um imenso alívio, sinal de que nossos sentimentos estão sendo moldados de maneira correta. Além de pinta de “bom moço”, está ali para salvar o dia, não se importando até mesmo de lançar uma semente dos deuses ao antigo adversário que o deixara no hospital lá na Terra, ou mesmo ao poupar os seus atuais inimigos – completamente oposto ao Vegeta, que faz questão de executar todos após comer a semente. E como não amar um personagem que ao sair do planeta, solta um “O universo é bem escuro... Ou será que é de noite?”, e que apesar de toda força que possuí, morre de medo de agulhas e injeções? E Akira nos mostra essa força toda de forma gradual, sem que Goku saia golpeando os adversários da mesma maneira violenta que seu rival. Então é apenas depois de algum suspense, e só contra o Capitão Ginyuu, que o vemos realmente no auge. E apesar do imenso poder, as lutas nunca perdem sua imprevisibilidade. Como vemos no assustador momento em que Ginyuu é obrigado a trocar seu corpo ferido pelo de Goku, que notara ser superior, virando completamente a mesa.











A essa altura do campeonato, todos já estão desempenhando um papel diferente e de acordo com suas personalidades. Gohan e Kuririn, curados pelas sementes dos deuses, juntando as esferas; Vegeta deixando Goku e Ginyuu sozinhos, indo atrás das mesmas, com toda intenção de se livrar dos garotos que ficarem em seu caminho; Freeza ‘pedindo’ o código das esferas ao Patriarca; e Goku enfrentando o líder que sobrara.
E o conceito de Ginyuu demorar para se acostumar com o corpo trocado é brilhante e soa muito natural. Nem por isso dá maiores vantagens aos heróis, já que tudo que ele precisa é de tempo para se acostumar. Com uma montanha russa de emoções ao longo dos episódios focados no término da Tropa Ginyuu, recheados de reviravoltas e lutas marcantes, é um dos grandes momentos de toda a saga. Em um instante estamos aliviados com a força de Goku, no outro aterrorizados com a troca de corpos, aí descobrimos que Ginyuu precisa se acostumar com o novo organismo, para depois vermos que ele já está se acostumando, e nos aliviamos de novo com a força aumentada de Vegeta derrotando outro membro da Tropa, até rirmos do final trágico de Ginyuu e... Após esses altos e baixos, voltamos a temer a presença de Vegeta de forma totalmente automática, sendo que um episódio atrás torcíamos pelo seu sucesso. Isso só prova o tamanho brilhantismo logístico do que estávamos envolvidos.  





























Enfim os mocinhos conseguem todas as esferas do dragão, enquanto Freeza luta contra o guarda-costas do Patriarca, Neo, tentando obter o código para fazê-las funcionar. Goku está dentro de uma máquina se recuperando após a luta com Ginyuu, e Vegeta descansa ao seu lado. E é ótimo um anime que os personagens ficam visivelmente machucados ou simplesmente exaustos, ao contrário de coisas como o já citado Naruto, em que aparecem sempre com rosto e roupas limpas. E a história continua aumentando as expectativas, ao fazer com que Kuririn encontre Dende que pode invocar o dragão das esferas. E decidem fazer isso sem contar ao Vegeta, enquanto Freeza descobre o que está acontecendo e voa depressa até o local em que eles estão. E quando Vegeta acorda e percebe que fora traído, voltamos a olhá-lo como um vilão mortal e temer pelos heróis ao vê-lo explodindo de fúria correndo em direção ao dragão Poronga. A saga inteira se manteve completamente fiel à busca das esferas do dragão, girando em torno delas o tempo inteiro, honrando o título.






















Fazendo pedidos inteligentes como reviver Piccolo para que as esferas da Terra possam voltar (e outros nem tanto, como ao trazê-lo para Namekusei correndo risco de ser morto novamente). Essa corrida final pelas “dragon balls” culmina com a destruição das mesmas devido à morte do Patriarca, e o início da luta contra o Imperador do Mal, que agora está enlouquecido. E ver Vegeta e Freeza, as duas figuras de maior peso da saga, dando tudo de si um contra o outro é de tirar o fôlego. Tornando tudo ainda mais desesperador quando descobrimos que Freeza pode se transformar, aumentando sua força. Deixando Vegeta imóvel, refletindo no espectador, que definitivamente não vê esperanças naquela situação. E mesmo resgatando a fúria de Gohan que sempre o faz golpear ao máximo o adversário, Freeza está em um nível muito acima, não sendo afetado.
Felizmente, Piccolo ainda tinha um papel a desenvolver, fundindo-se com Neo, e ficando forte o suficiente para segurar aquela transformação do inimigo.












E como já dito em parágrafos anteriores, quando Vegeta se vê encurralado fisicamente, usa o cérebro ardiloso. E ao perceber que, enquanto Piccolo luta com Freeza, Gohan aumentou seus poderes sendo curado por Dende, sua cabeça vê aí uma oportunidade de se elevar. E sua força de vontade e orgulho são tantos, que pede para Kuririn feri-lo gravemente, assim ficaria mais forte quando fosse curado. Entretanto, Akira já deixou claro que gosta de complicar as coisas, fazendo o pequeno Namekuseijin recusar-se a curar alguém que já havia matado tantos de seus semelhantes. É preciso então que Piccolo peça para Dende que faça isso, visto que a segunda transformação de Freeza era poderosa demais. Transformação que, aliás, remete ao icônico personagem do cinema Alien, com sua longa cabeça e ausência de nariz (e não é a primeira vez que Akira homenageia o cinema ocidental. No primeiro Dragon Ball ele faz com que os personagens fiquem na clássica pose da garça, de Karate Kid)
E ao se curar, imediatamente dá um chute no garoto verde, mostrando que continua sendo o mesmo arrogante de sempre (e crueldade minha ou não, foi impossível não abrir um sorriso nessa ação tão violenta e pensar um irônico “Meu caro Vegeta, você não tem jeito mesmo...”)
E é quando estão todos sendo curados e se unindo de novo, que Freeza aproveita o tempo e parte para sua última transformação.











Com um desenho bem mais limpo, ao contrário dos ogros pontiagudos anteriores, esta nova versão de Freeza parece bem mais inofensiva (algo que Toryama também faria na pequena e última transformação de Majin Boo) e justamente por isso, com muito mais facilidade na hora de desenhar longas seqüências de luta. É a partir daí que a saga começa sua última fase, e a primeira coisa que o vilão trata de fazer é eliminar o pequeno Dende e sua habilidade de cura. E o último a ser curado por ele fora Vegeta, que resolve então testar as melhorias tão esperadas. Entretanto, o que vemos é um guerreiro rasgando-se na nossa frente, completamente desesperado. E ao se dar conta que já dera tudo de si e Freeza mau se mexera, Vegeta só consegue ficar tremendo no ar. Nas palavras do Sr. Kaio: “Ele não pode mais agüentar o fracasso e o medo... Isso o faz com que derrame suas primeiras lágrimas cheias de angústia. Ele se sente realmente humilhado.”, enquanto vemos aquele poderoso personagem chorando e não conseguindo sequer fugir (algo que nunca fora um problema para ele), é absolutamente devastador. Pela primeira vez, desde que o conhecemos, vemos o Príncipe dos Saiyajins chegar ao limite físico e emocional ao mesmo tempo.



















É então que a vez de Freeza começa, massacrando o Saiyajin que nada pode fazer – bem como Piccolo, Gohan e Kuririn. Acertando ao fazê-los trocarem algumas palavras referentes ao tempo em que eram “senhor e subordinado”, se a primeira luta começou com estes dois, é natural que na última transformação comece com os mesmos. Estamos vendo então o pior temor de Vegeta ao longo de toda saga tornando-se realidade, em seqüências absolutamente fortes. E mesmo que Goku enfim se recupere e corra para o campo de batalha ao som de uma música evocativa e gloriosa, já podemos prever o destino do outro Saiyajin. E não deixa de ser irônico que Vegeta seja executado com a mesma frieza que sempre eliminou todos os seus adversários, quando sequer podiam se mover. Akira acerta na hora da troca, colocando Goku em sua melhor forma, para substituir a figura de maior peso até então. E ver Vegeta novamente aos prantos e implorando para que o “Kakarotto” faça o que ele não conseguiu, é imensamente emocionante, merecendo boa parte dos créditos o dublador Alfredo Rollo. Além de explicar à Goku o que houve com o planeta natal deles e como foram todos praticamente escravizados por Freeza. Tocante também é ver Goku ainda enterrando-o, e dizendo algumas palavras que poderiam facilmente resumir a personalidade dele: “Você não estava triste com a morte de todos os Saiyajins... Estava humilhado porque esse miserável os manipulou por prazer!”. E isso resume quem foi este gigante que acabara de cair: guerreiro orgulhoso, egoísta, narcisista, estrategista e forte. Filho de rei, obrigado a ser subordinado dos assassinos de sua família, esperando o dia que se rebelaria como aquele mais forte de todos, tentando resgatar a realeza há muito perdida em suas veias. E seu final é ainda mais trágico e comovente quando percebemos que tombara pelo mesmo assassino que eliminou todos os outros de sua raça, fazendo até mesmo com que não se importe em agarrar-se no seu último consolo: seu imenso desejo de ver Freeza morto por um Saiyajin, mesmo que isso signifique passar o bastão para um guerreiro que ele sempre rotulou de classe inferior. No fim, o orgulho do príncipe dentro dele prevaleceu.




















Freeza – Final

    
Começando de forma ágil para mostrar a imensa velocidade de ambos, acompanhamos os diversos golpes de Goku e Freeza em seqüências que claramente foram desenhadas a mão da forma mais complicada, que é o movimento constante dos dois personagens ao mesmo tempo, e não deixado por conta de um computador. Isso torna tudo muito mais eficiente – assim como seqüências de luta em filmes, que usam efeitos especiais para substituir os verdadeiros atores, enfraquecem muito – e mantendo a câmera sempre próxima dos dois, podemos ver seus corpos preenchendo a tela inteira, o que é sempre muito bem vindo, ao invés de pontinhos lutando ao fundo.

E o que há de mais interessantes nesses episódios iniciais da batalha final, é o processo gradativo de ambos os guerreiros em se analisar. Mesmo que comece violentamente, os dois admitem que não passou de um aquecimento. E vê-los sempre com um sorriso no rosto, é algo que impressiona e aumenta nossas expectativas em relação aos dois – principalmente Goku, claro. Contribui para isso diálogos inocentes deles, como Freeza ao ser golpeado: “Fazia tempo que não me batiam assim, desde os meus pais.”, ou mesmo de Goku ao perceber que seus ataques não causaram o estrago que planejava: Ué... Não funcionou?” com a cara mais calma do mundo. Mostrando o prazer imenso que os dois sentem em uma boa luta, constantemente os ouvimos conversarem casualmente, seja com Freeza perguntando se o adversário prefere lutar no céu ou na terra, ou com Goku parando para fazer alguns alongamentos enquanto troca algumas palavras com seu inimigo. E as estratégias do Saiyajin ao se dar conta que o outro não sente o Ki como ele, são um entretenimento à parte.



Perdendo o ritmo sempre que se concentra nas tentativas de Chi-chi em ir até Namekusei, ou de Bulma perdida por lá, ou das palhaçadas no planeta do Sr. Kaio, são momentos maçantes que só prejudicam a fluidez da narrativa – embora, mais tarde, ver Tenshinhan, Yamcha e Chaos vencendo a Tropa Ginyuu no Além, nos dá uma noção do quanto se aperfeiçoaram, que será útil na saga seguinte, a do Cell. Embora ainda assim estejamos sempre tensos percebendo a mudança gradativa da luta, vendo os dois guerreiros assumindo uma postura bem mais séria e os ferimentos em seus corpos aumentando de simples riscos para sangue escorrendo. E ao descobrirmos que Goku já estava usando um Kaio-ken aumentado 10 vezes enquanto Freeza usava apenas 50% de sua força, ficamos realmente preocupados. Em contrapartida, é sempre interessantes constar o caráter do vilão que, embora convencido como Vegeta, é amedrontado pela lenda do Super Saiyajin, assim, não deixa de oferecer à Goku: “Não quer trabalhar para mim? Seria um imenso desperdício essa força toda morrer junto com você.”. Realmente, eu estava pensando certo, ele é um camarada razoável.

Novamente, usando estratégias com base nas pistas já lançadas, sabemos que Freeza não sente outros Ki, deste modo, Akira faz com que seu herói pare para o último recurso: a Genki-dama. E fazer com que Piccolo entre na luta – e mais tarde, brevemente, Gohan e Kuririn – não deixa de ser coerente, já que eles estão observando tudo, o tempo inteiro. E quando a energia finalmente é lançada, não poderíamos estar mais impressionados, seja pelo seu tamanho, – superando anos luz aquela lançada em Vegeta na saga anterior – seja pelo ótimo suspense dos episódios anteriores. E ao sentirmos um ligeiro alívio com a possível morte de Freeza, ouvimos até uma calma trilha sonora que remete ao alegre tema de abertura, tudo para nos deixar completamente desarmados para quando o vilão enfim surgir das cinzas. E não apenas seu ressurgimento é uma bomba, mas volta com ritmo total, derrotando Piccolo e explodindo Kuririn sucessivamente, sem que Goku possa fazer nada.












E tendo usado todos os recursos possíveis até então, de Kaio-ken à Genki-dama gigante, chega a hora de Akira nos mostrar o seu grande trunfo. E não poderia ser mais correto que a transformação de Goku ocorra em função da morte de seu velho companheiro de treino Kuririn, quando ainda eram jovens aprendizes do Mestre Kame. E sua mudança se dá não somente na aparência, mas em sua personalidade também. O Super Saiyajin deveria ser cheio de ódio, e podemos constar isso quando o vemos gritando ordens para Gohan fugir dali com Piccolo, parecendo outra pessoa. Essa mudança em atitude pode ser constatada também na continuação da luta, com Goku falando com ar convencido: “Estou vendo que você pode destruir um planeta inteiro, mas não uma certa pessoa.”. Se Vegeta teve que encarar seu maior pesadelo, enfim chega a hora de Freeza provar desse remédio, completamente apavorado perante o guerreiro loiro – e a reação do vilão é exatamente igual ao do Príncipe dos Saiyajins, tremendo no céu. E é impossível não sentir um arrepio quando Goku proclama “Eu sou o Super Saiyajin Goku!!” em um dos momentos mais épicos de todo o anime.


Se para alguns possa parecer estranho que justo alguém puro como Goku se transforme no guerreiro lendário, Freeza se dá conta da resposta: “Por causa de seu coração bondoso consegui despertar a fúria dele... Agora sei porque Vegeta nunca conseguiu isso apesar de se esforçar.”. E há algo que nos deixe pior do que ver alguém que nos importamos sofrendo? Por isso Vegeta nunca conseguiu, sua tristeza era apenas consigo mesmo, com suas próprias fraquezas, enquanto “Kakarotto” estava sempre preocupado com os outros.
E se pela primeira vez ao longo da saga inteira, estamos em um momento de completo empate entre o bem e o mal, é natural que as coisas acalmem os nervos do espectador. É aí que somos surpreendidos com mais uma estratégia de Freeza: “Eu posso sobreviver no espaço, mas será que você pode fazer o mesmo?”, e então ele atinge o planeta com uma força avassaladora. Com isso, dá a Namekusei alguns poucos minutos antes que exploda e, consequentemente, todos ali presentes – e mesmo que o Super Saiyajin não morra na explosão, ficará sem oxigênio no espaço. Enfim, voltamos a ficar apreensivos com essa previsão, e com o vilão finalmente usando seu 100% de poder.

Enquanto isso, acompanhamos as inteligentes conversas entre o Sr. Kaio e o Kami-sama, explorando as possibilidades de usarem as esferas da Terra e de Namekusei ao mesmo tempo, somando os resultados da melhor forma possível. O que, de fato, acontece com a ressurreição de todos mortos por Freeza e a transferência destes para o planeta Terra. E ver novamente uma última e breve corrida pelas esferas do dragão, com Freeza finalmente chegando a tempo, é outra grande sacada de Akira para os momentos finais da saga. Deixando apenas os dois guerreiros em um planeta prestes a explodir, sem mais nada para se preocuparem a não ser um com o outro, mas ainda assim com a tensão de que Goku é o único dos dois que não pode sobreviver no espaço – mantendo a história ainda pendente para o lado do vilão, o que é um detalhe genial.




















Confesso que ver Vegeta ressuscitado e novamente causando temor nos heróis no planeta Terra me fez abrir um sorriso nostálgico (“Então Vossa Majestade retornou...”). Afinal, mais uma vez ele encontra a possibilidade de reinar como o mais forte, na esperança que os dois guerreiros morram na explosão de Namekusei.
Acertando na decadência gradativa do planeta condenado, com desmoronamentos e erupções de lava no decorrer da luta, enfim estamos em um cenário rochoso completamente diferente daquele costumeiro verde do início da saga. Embora seja ridícula a contagem feita pelos lutadores do tempo que resta para o planeta explodir visto que, mesmo acompanhando núcleos diferentes de personagens simultaneamente, é incoerente com o número de episódios que assistimos. Investindo em pura pancadaria no que, sem dúvidas, é a reta final da luta, acompanhamos um empate violento entre os dois, em que ora Freeza parece espancar Goku, e ora parece o contrário. Até que finalmente, com o cansaço gradual dos personagens, Freeza para ofegante na frente do adversário, e Goku declara: “Desisto.”. E o choque de todos é imediatamente justificado perfeitamente: “Pelo fato de ter usado 100% de seu poder, seu ki já está enfraquecendo. Então não há mais razão pra eu continuar lutando com você. Já estou satisfeito.”. Chegando até mesmo a voltar ao normal em sua transformação e dar as costas para o Imperador do Mal.












Freeza, obviamente, não iria simplesmente dar meia volta e aceitar viver na humilhação. Ao invés disso, ataca o inimigo com um disco de energia cortante muito parecido com a técnica de Kuririn. E nas palavras do próprio Goku: “Se esta é sua última técnica, você me decepcionou, Freeza!”, ficando furioso e voltando a se transformar em Super Saiyajin. Chegando a espalmar o inimigo como se fosse uma criança, Goku está visivelmente aborrecido com a insistência dele em continuar uma batalha que já não lhe significa mais nada. É então que em um impulso descuidado do próprio Freeza, acaba sendo atingido por um de seus discos cortantes, enquanto o Super Saiyajin grita em vão para que ele se abaixe e desvie. E somos pegos tão de surpresa quanto o próprio Freeza, sem que haja nenhum suspense muito maior antes de sua derrota súbita. Incrível é sentirmos uma parcela de pena dele, principalmente quando começa a literalmente implorar para que o Saiyajin o ajude, chegando a dizer “por favor” e tudo. E seu rosto o tempo todo contorcido, sua voz rouca e fraca, mexendo muito brevemente apenas alguns dedos, nos convencem perfeitamente de suas súplicas. Por isso nos identificamos com a reação de Goku, que mesmo doando um pouco de energia para Freeza fugir do planeta, mau consegue segurar o esgotamento e raiva que sente pelo inimigo, que se mostrara desonrado até o último minuto. E a última reação que vemos de Freeza em Namekusei é a prova completa disso.





















Enfim, Goku enfrenta seu último obstáculo, o próprio planeta. Depois de uma tentativa frustrada em usar a nave de Freeza para escapar, Namekusei explode com o Super Saiyajin nele, deixando a todos com um amargo gosto de “vitória”. Embora o anime seja hábil em fazer os momentos de maiores explicações da trama, com os personagens não demorando muito em formarem seus planos finais com as esferas do dragão. E Vegeta perdido e mergulhado em pensamentos em meio a tantos ex-inimigos é extremamente coerente, visto que antes vivia sob as ordens de Freeza apenas para conquistar outros planetas, agora ficando sem reação com uma possibilidade de vida nova.
Nos episódios seguintes, acompanhamos os pedidos feitos às esferas de Namekusei (agora na Terra) ao longo de um ano, com uma montagem rápida e um clima alegre, que em nada lembra a angustia dos episódios anteriores. Além de descobrirmos que, de alguma forma misteriosa, Goku sobreviveu à explosão.

Absurdo é apenas abrigarem todos os habitantes do planeta Namekusei (nem todos, pois alguns foram mortos por Vegeta, não por Freeza) nos terrenos da Corporação Cápsula. Com os fillers de Garlick Jr. tomando um precioso tempo entre a explosão do planeta e o retorno de Freeza com seu pai, é uma das poucas vantagens que Dragon Ball Kai trás excluindo tais “acontecimentos” - embora não dê muita vantagem a esta nova versão, visto que todos os quadros do Kai, até mesmo defeitos, são absolutamente iguais ao Z (se não era pra fazer melhor, pra quê fazer?). Por outro lado, temos o privilégio de assistir ao convívio de Vegeta e Bulma, em cenas divertidas e inspiradas.











Voltando ao ótimo suspense com o retorno de Freeza curado pelo seu pai, acompanhamos os “guerreiros Z” reunindo-se de novo, aguardando apavorados a chegada do inimigo à Terra. E assustados com razão, pois ainda não houvera nenhum sinal de Goku para ajudá-los. E as relações tensas entre Vegeta e os outros, que não esqueceram que foram mortos pelo Príncipe dos Saiyajins, é um detalhe muito bem acertado.
Nos apresentado a um novo personagem no melhor momento possível para que fiquemos extremamente curiosos com tal, Trunks já aparece colocando-se sozinho contra Freeza e seu pai, algo que nenhum dos outros teve coragem de fazer – nem mesmo Vegeta. E o inimigo tremendo ao rever um adversário de cabelos loiros é totalmente justificado para alguém cujo ego fora completamente estraçalhado por um semelhante. Fazendo o que Goku levou inúmeros episódios para fazer, o garoto derrota Freeza sem maiores esforços. Akira também faz com que o pai dele use a mesma proposta que o filho fazia para Goku “Não quer trabalhar pra mim?”, e é imediatamente derrotado pelo mesmo jovem, capaz de virar um Super Saiyajin e vestindo roupas da Corporação Cápsula (e nas palavras de Vegeta "Todos os Saiyajins tem cabelo preto!") Assim, já temos inúmeras perguntas para serem respondidas nos episódios seguintes, e introduzindo a próxima saga, a de Cell.






















Assim termina este artigo, bem como a saga de Freeza, a melhor feita pelo mestre Akira Toryama. Justificando todos os confrontos, evitando outros desnecessários, muito mais coerente que muitos animes de ação por aí, é imprevisível do início ao fim. E mesmo que nenhum personagem tenha conseguido a imortalidade no final das contas, este anime já se tornou há muito imortal.


(Para mais dos meus textos, é só ir no menu 'Crítico Nippon', ao lado direito da tela.)

17 comentários :

julio pq disse...

Goku é tão bom quanto Seiya. Dois personagens apelões que, nem a morte tira o papel de protagonistas deles.

GOKU É DEUS!!! KKK

Mas é uma pena não ter DBZKai da fase do Boo.

Álex disse...

Muito bom texto

Jhon Almeida disse...

Wow, minhas reverências a ti grande Pedro por me trazer um momento tão nostálgico. \o/ ,o, \o/ ,o, \o/ ,o,

Cara SENSACIONAL, gastei quase 1 hora do meu tempo lendo e relendo seu artigo mas gastei com satisfação mesmo, é o MELHOR review que eu já li não só da saga Freeza mas o melhor que já li de DBZ.
Vc narrou tudinho perfeitamente e passando uma emoção pra quem tá lendo de fã para fãs mesmo, e me permita relembra trechos sensacionais:

"Sim, pois os fillers de Bulma, Kuririn e Gohan, de certa forma, são bastante coerentes, afinal, eles estão fazendo uma imensa viagem no espaço (e lembre-se que a distância era tão grande, que nem mesmo a Corporação Cápsula era capaz de criar tamanha tecnologia!). Então seria, no mínimo, um desperdício não tentarem colocar alguns obstáculos durante o percurso." (Cara nunca tinha visto por esse ponto, perfeito)

"Goku e seus amigos nunca usaram as esferas para conseguir a imortalidade, mas sem dúvida alguma, são imortais para o mundo dos animes."

Parabéns cara, me permita novamente:

\o/ ,o, \o/ ,o, \o/ ,o,

Pedro S. Ekman disse...

Valeu, pessoal, à todos que pararam pra ler! :D

borbs disse...

Muito nice seu artigo. Confesso que por ser tão grande, quase desisti, mas comecei a ler e parei só no final. Parabéns.

Roberta Caroline disse...

DBZ é da época em que os fillers eram mais marotos do que hoje em dia né. A unica coisa que me incomodava no anime, era o fato de ser muito arrastado, um confronto durava no mínimo uma semana...PRA COMEÇAR (LOL). Isso me chateava bastante, principalmente pelo fato que eu nunca baixei pra assistir, sempre via pela tv. Mas sem dúvidas é um anime que se tornou imortal, tanto no coração de todos nós, como na mente, pois gostando ou não de Dragon Ball, todo mundo (até quem não curte animes) ligado em entretenimento, sabe da existência dele. Mesmo que One Piece tenha batido DB em numeros, ele continua sendo o numero 1 da Jump. Enfim, excelente artigo/review, que com o acrescemo de tudo que você pensa, ficou completinho.

Ah, desenho feito pelo Akira Toriyama com mensagem para os que sofreram com o terremoto no Japão: http://www.shonenjump.com/j/news/img/110314/1920_red.html

Pedro S. Ekman disse...

Brigadão, Beta Roberta :D
Só podia ser o Mestre mesmo... Vida longa, Akira!

Anacronismo disse...

Grande matéria mano, DBZ é o anime da minha infância. Descobri ele na Band e desde então, virei fanzaço. Tenho aqui todos os mangás e DVD. Acabei sendo levado de volta pro passado lendo esse post. Parabéns.

E mesmo que nenhum personagem tenha conseguido a imortalidade no final das contas, este anime já se tornou há muito imortal.[2]

vicky bozoka disse...

DBZ é sucesso de público e fracasso na crítica "especializada", mas a justificativa dos mesmo, é devido a alta violência presente no anime...blá blá blá. Se todos ripado daquele jeito eles ainda acham violento, imagino se tivesse sido exibido sem censura.

DBZ é um dos meus animes favoritos e por ele guardo um grande carinho e nem adianta vim me falar dos defeitos tecnicos e do roteiro, eu tenho conhecimento disso e o que faz desse anime o sucesso que é, pode se resumir a uma palavra: paixão.

Pontos positivos: Personagens, porradaria, violência, carisma, muitos personagens e muitos universos, violência, defeitos do primeiro DB que foram corrigidos nesse.
Pontos negativos: Fillers, vocês podem achar que ficou tudo encaixado e bonitinho mas ao meu ver, só criou barriga. Claro que não são fillers tão irritantes e inuteis quanto os de Bleach, mas ainda assim... Por isso que adorei o Kai.

Parabéns Pedro, ótima resenha. Agora quero ver sua coragem, faça o mesmo com DB Evolution

Anônimo disse...

Caramba muito bom o texto, parabéns mesmo.

Pedro S. Ekman disse...

Que bom que leu
Obrigado :)

vicky bozoka disse...

DBZ é sucesso de público e fracasso na crítica "especializada", mas a justificativa dos mesmo, é devido a alta violência presente no anime...blá blá blá. Se todos ripado daquele jeito eles ainda acham violento, imagino se tivesse sido exibido sem censura.

DBZ é um dos meus animes favoritos e por ele guardo um grande carinho e nem adianta vim me falar dos defeitos tecnicos e do roteiro, eu tenho conhecimento disso e o que faz desse anime o sucesso que é, pode se resumir a uma palavra: paixão.

Pontos positivos: Personagens, porradaria, violência, carisma, muitos personagens e muitos universos, violência, defeitos do primeiro DB que foram corrigidos nesse.
Pontos negativos: Fillers, vocês podem achar que ficou tudo encaixado e bonitinho mas ao meu ver, só criou barriga. Claro que não são fillers tão irritantes e inuteis quanto os de Bleach, mas ainda assim... Por isso que adorei o Kai.

Parabéns Pedro, ótima resenha. Agora quero ver sua coragem, faça o mesmo com DB Evolution

Anacronismo disse...

Grande matéria mano, DBZ é o anime da minha infância. Descobri ele na Band e desde então, virei fanzaço. Tenho aqui todos os mangás e DVD. Acabei sendo levado de volta pro passado lendo esse post. Parabéns.

E mesmo que nenhum personagem tenha conseguido a imortalidade no final das contas, este anime já se tornou há muito imortal.[2]

Pedro S. Ekman disse...

Valeu, pessoal, à todos que pararam pra ler! :D

julio pq disse...

Goku é tão bom quanto Seiya. Dois personagens apelões que, nem a morte tira o papel de protagonistas deles.

GOKU É DEUS!!! KKK

Mas é uma pena não ter DBZKai da fase do Boo.

Marcia disse...

Não sou fã de animes, o que me fez chegar aqui foi sua promoção rs. Mas, posso afirmar que mesmo não tendo assistido a nenhum sua determinação em fazer este post (nem todos gostam de elaborar post grandes, bem como muitos leitores não gostam de lê-los) é admirável e posso dizer que agora "conheço" o trabalho do mestre Akira.

k99z disse...

muito boa esse artigo adoraria ver um yuyuhakusho.

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