quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Os Manhwas em Destaque no FIQ 2011



No último final de semana, chegou ao fim aqui em BH, aquele que é considerado pelas pessoas do meio, como maior evento do gênero da América Latina, o FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos), que levou o nome de Bienal de Quadrinhos até o ano de 2007, e em 2009, teve o nome alterado para o atual.  Apesar de eu já morar aqui a mais de 3 anos, essa foi a primeira vez que eu compareci, uma vez que o evento ocorre apenas de 2 em 2 anos. Aparentemente, eu recebi o belíssimo presente de poder ter comparecido na melhor edição do festival (a 7ª), que além de bater o numero recorder de visitantes (realmente, estava muito lotado – fechando nos 5 dias de festival, com cerca de 148 mil pessoas, segundo dados oficiais). O melhor, talvez seja a iniciativa de se abrir espaço para os alunos das escolas de BH pudessem visitar o local do evento, durante o horário escolar, que contou até com uma gibiteca (eu adorava gibitecas, até chegar aos 15 anos)no local.

Além de oficinas, convidados, avaliações de portfólio e atividades interativas, ter como base um país e um artista homenageado no mesmo evento, agrega bastante. Apesar de que, o evento foi mesmo para os quadrinhos e artistas que, variavam entre os independentes e os consagrados do meio, mas desconhecidos por quem está completamente de fora do quadro das HQ’s nacionais – Sim, eu! Confesso, sei mais da cena americana de quadrinhos do que a brasileira. Mas eu saí de lá conhecendo um pouco mais sobre tudo e claro, mais interessada em procurar mais coisas a respeito. O artista nacional foi o Mauricio de Souza, que é febre por onde vai, mesmo que na internet possua um enorme filão de haters, na vida real, parece os admiradores do artista são em bem maior numero.  O país homenageado dessa vez foi a Coreia do Sul, ao contrario do ano anterior que foi o Japão. Com isso, tivemos não apenas artistas prestigiados naquele país comparecendo ao evento, como também refeições típicas da Coreia a preços bem acessíveis.


Atualmente, os manhwas já são bem conhecidos por nós, graças principalmente a internet e a títulos como Priest, Unbalance X2 e Freezing (que é lançado também no Japão e ganhou inclusive, anime). Claro que por trás, existe uma importante investida do governo coreano para a popularização do seu “Manhwa”, quadrinho coreano que nasceu da junção do nome Manhua (quadrinho Chinês) e Mangá (quadrinho Japonês). O sucesso comercial dos quadrinhos japoneses, fez com que vários países também se utilizassem da estética dos mangás, como os americanos com seu OEL mangá (Original English-Language mangá). Mas os países que melhor sabem se aproveitar desse fenômeno, são os asiáticos, China e Coreia do Norte, que emulam perfeitamente a arte feita no Japão, ao ponto de, que ao colocar um mangá e um manhwa lado a lado, não se saber diferenciar qual é qual (apesar de que há sim suas diferenças, mas não tão visíveis assim no primeiro momento). O que mais complica para eles, é na questão do desenvolvimento das histórias e criação das mesmas, tanto que os manhwas que mais agradam ao publico geral na web, são as com apelo erótico. Mas isso tem mudado, com títulos recentes com potencial comercial maior do que os lançados á tempos atrás aqui pela editora Conrad.


E o incentivo do governo, logicamente tem como alvo a economia, ainda que, até que os manhwas se tornem uma ameaça aos mangás a nível internacional, vá demora um bom tempo. Mas o básico já é feito no próprio país, com antologias periódicas voltadas para determinado público – feminino e masculino – e a nível internacional, com o país mantendo relações estreitas com outros mercados, como no próprio Japão, com uma antologia que publica as histórias coreanas por lá, a Comic Valkyrie (ainda que a forma de leitura coreana seja ocidental – o que não é problema, já que os japoneses fazem espelhamento). O Brasil também não ficou de fora, e talvez muitos nem se recordem, mas no inicio do ano tivemos a presença de um grupo de coreanos em nosso solo. Seja por motivação politica ou não, esse ano tivemos dois dos nomes de maior sucesso no Brasil no que tange a manhwas: Hyung Min Woo, autor do bem elogiado e prestigiado Priest, e Park Sang-sun, autora de Tarot Café. Todos também contavam com a presença de Chon Kye-young, autora de Audition, que conta a história de quatro delinquentes juvenis que são sequestrados e obrigados a formar a maior banda de pop rock do mundo. Mas ela não compareceu, por algum motivo. Esse manhwa dela seria algo no gênero shoujo e que me faz lembrar um pouco o mangá de Nana, de Ai Yazawa.

Além de divulgarem seus trabalhos, também participaram de painéis e sessão de autógrafos. O único problema foi com o bate papo com eles, por ser restrito a certo numero de pessoas devido ao espaço. Então, nem queiram imaginar como foi pelo lado do Mauricio de Souza. Mas eu consegui o meu Tarot Café autografado, que deve aparecer por aqui resenhado. Park Sang-sun pareceu ser bem simpática, além de linda. Ela inclusive almoçou em um dos restaurantes populares que estava oferecendo churrasco coreano.


A exposição coreana, destinada ao painel do país homenageado também foi um show a parte, com ilustrações lindíssimas que expõe todo o talento dos coreanos para o desenho. Curioso foi poder ver cada ilustração com minhas amigas, não sabia se olhava para as imagens ou para elas, que inclusive chamavam tudo de mangá. E assim, entre muitos gringos e adultos fissurados por quadrinhos, complicado foi ver tudo devido ao grande numero de pessoas para o pouco espaço disponível – Imagine só você andando e esbarrar em ninguém menos que Gabriel, o Pensador! Claro que sem mencionar o calor insuportável, que fez minha maquiagem derreter, já estava parecendo a Amy Lee. Fora isso, alguns problemas na distribuição de senhas para autógrafos, foi um excelente evento. E provavelmente volte a falar sobre os quadrinhos coreanos pro aqui, mas antes de terminar é importante dizer que na Coreia do Sul, manhwa é história em quadrinhos, desenho animado e ilustração. Mas o que conhecemos mesmo, é sobre o que diz respeito à banda desenhada, “animes coreanos” ainda é algo bem raro de se encontrar por ai. E se encontrarmos, não é anime e sim manhwa.

10 comentários :

A Bozoka Falando disse...

E eu achando que só Anime Friend sofria com esse problema de espaço fisico. Eu não me dou muito bem com manhwa não, te desejo sorte com Tarot Café e se for mesmo bom, me empresta via frete. xD

Accelerator o Economista Louco disse...

A Beta mora em minas , essa eu não sabia xD eu já fui pra MG algumas vezes mas nunca para BH .

Esse evento parece que foi muito legal , eu queria ter ido já que eu gosto de manhwa, e eu queria que mais manhwas viéssem para o Brasil inclusive Immortal Regis/Cavalier of The Abyss ,eu não sei se ele é popular na Corea já eu não sei onde achar informações sobre manhwas ,mas ele já tem uns 16 volumes então alguma popularidade ele deve ter né xD

Estou em duvida se o que você disse sobre o Gabriel Pensador foi brincadeira ou verdade .

Panino Manino disse...

A imagem que eu tenho de manhwa é = Hipster.

Roberta Caroline disse...

@ Accelerator o Economista Louco
É verdade, ele tava circulando por lá e tirando fotos em alguns stands.

Anônimo disse...

Ohayou!

Mesmo não conhecendo os tais "Manhwas" acho que também ficaria entusiasmado num lugar assim.Sempre me perco em bancas de revista,bibliotecas,livrarias etc(risos).
E isto de uma história de quatro delinquentes juvenis que são sequestrados e obrigados a formar a maior banda de pop rock do mundo parece bem surreal.

Ja ne!

P.S.: Quem nunca comeu melado quando come se lambuza,né Roberta?

Anônimo disse...

eu acho que manwha é legal
se alguns nao conheco um reconmendacao é the breaker

LaLa-chan disse...

Eu sempre me achei hipster por gostar de manhwa ^^
Priest é manhwa bom demais, ganhou até adatação para os cinemas. Tarot Café eu comprei assim que a NewPOP lançou e gostei muito, vou ficar aguardando a review.

Hugo disse...

Eu li aqui que a Jbc iria investir em manhwa em 2012, alguém confirma?
fonte: http://www.grupointerligados.com/2011/02/jbc-ira-investir-em-mangas-em-2012.html

Anônimo disse...

Alguns Manhwas tem o traço mil vezes melhor do que mangás, fora que as historias são bacanas... Mesmo que a maioria seja sobre Artes Marciais (vide, Veritas e The Breaker) esses dois irão proporcionar algo maravilhoso de se ler. Fora Zippy Ziggy um Manhwa de comedia que para mim é super, hyper foda!!!!!!!!!!!!! Se quiseram vão até o Brazil Scans, e leem esses mangás... Recomendo sem duvida

By: OtakuExtreme

Roberta Caroline disse...

@Hugo
-Aqui não abriu, de qualquer forma, eu conheço esse site e ele não é confiável. Nunca ouvi falar sobre esse assunto.

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